Nota: Review feito por Omelete
O sol se põe pela última vez na pequena e fria cidade de Barrow, no Alasca, e só vai levantar novamente um mês depois. A escuridão reina em um lugar desolado, selando a sorte de seus moradores. Nada mais propício para um grupo de vampiros violentos e sedentos de sangue: é o lugar ideal para caçar e se alimentar.
Este é o plot principal do romance gráfico 30 dias de noite - escrito pelo americano Steve Niles (que redige os roteiros de HellSpawn) e pintado pelo australiano Ben Templesmith -, que a Devir publicou e lançou em Portugal, na Espanha e no Brasil. Trata-se de um álbum excelente, tanto para quem não é fã de histórias de vampiros como para os adeptos mais apaixonados deste sub-gênero do terror (o termo sub-gênero é empregado aqui não no sentido qualitativo, depreciativo, mas para evidenciar as histórias de vampiros como uma das formas narrativas de um gênero mais amplo).
E é justamente na maneira como a trama(e a ilustração) trata os sugadores noturnos de sangue que reside os méritos desta história em quadrinhos. Os vampiros não são mostrados como jovens sedutores ou nobres europeus, mas como animais que espreitam, caçam e estraçalham suas vítimas indefesas, sem dó nem piedade. São predadores cruéis que só pensam em extrair dor e disseminar a morte. São vândalos, homicidas, psicopatas.
No entanto, também existe, nas figuras do casal de policiais Stella e Eben, o contraponto: amor e abnegação, sentimentos e atitudes que podem representar a derrota dos vampiros e a salvação dos sobreviventes. Ecos do Nosferatu de Murneau (o sugador de sangue veterano, que não concorda com a empreitada dos mais jovens, tem grande semelhança com o ser noturno do filme de 1922). A arte pintada por Templesmith dá o tom expressionista e desesperador necessário à obra, conferindo a ela um tom sombrio, claustrofóbico, aterrorizante e sanguinário.
Depois de apreciar 30 dias de noite, a visão do leitor sobre os vampiros vai certamente mudar. A adaptação para o cinema já está certa e Niles já prepara uma continuação para a história.
30 dias de noite tem 88 páginas e custa R$ 25,00. A introdução é feita pelo escritor Clive Barker, autor de Hellraiser.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Review - 30 dias de Noite
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FMORCELLI
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17:23
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Review - Simon Dark #2

Um revival do Frankenstein. Sim, é isso que Simon Dark é, com uma mistura de traços de vigilante super heróico e justiceiro sem limites. Confuso? Vamos explicar melhor.
A segundo edição de Simon Dark foi novamente uma ótima leitura. A trajetória deste misterioso personagem se cruza mais uma vez com o Departamento de Polícia de Gotham, quando o herói salva uma garota de um assalto e acaba sendo pego pela polícia. Simon leva um tiro e é "morto". Ao ser levado para o Instituto Médico Legal, a enfermeira Beth Granger novamente dá uma de detetive e resolve descobrir quem é o misterioso Simon Dark. Ao retirar sua máscara, já na presença do detetive da polícia de Gotham, descobre que o famigerado herói é simplesmente em garoto, que tem no seu corpo retalhos de corpos de outras pessoas. Em poucos minutos, Simon sai vivo da cama de estudo e numa cena de ação maravilhosamente pintada por Scott Hampton, ele consegue escapar para seu lar.
É interessante notar neste ponto que o escritor Steve Niles reafirma sua posição de não nos dar muitos detalhes sobre Simon, o que está tornano este primeiro arco uma leitura muito agradável de se acompanhar. O fator mistério funciona como aliado da narrativa de Niles, que está claramente melhor que a primeira edição. Além de mostrar mais alguns detalhes sobre o protagonista, somos apresentados a quem parece ser o verdadeiro antagonista: o detetive da polícia de Gotham, que faz parte da misteriosa Seita mostrada na edição anterior, e que está literalmente de olho em Simon.
Simon Dark #2 é um ótimo terror/suspense, e Steve Niles mostra porque mereceu ter uma HQ adaptada para os cinemas. A Gotham City que ele apresenta é completamente diferente da vista nas revista do Batman, o que é ótimo, já que o escritor renovou o sangue da cidade e consegue mostrá-la de uma forma ainda mais obscura e aterradora. A arte de Hamptom também é uma aliada desta narrativa, e consegue, com traços às vezes bizarros e uma pintura impecavelmente macabra, se mostrar quase como cenas de um filme. Parabéns aos artistas por essa criação e pela DC por ter ousado na criação de um novo personagem em um universo tão antigo e cheio de simbolismos como o Universo DC.
Nota 10
Fonte: Universo DC Online
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FMORCELLI
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15:28
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Review - Simon Dark #1

Aí, DCNerds!
A revista escolhida para a coluna de hoje, foi a já citada qui no blog Simon Dark.
Steve Niles é um nome famoso agora. Tendo sua obra 30 Dias de uma Noite sendo adaptada para os cinemas, o autor, que sabe muito bem como desenvolver um suspense, foi escalado para criar um novo personagem para o Universo DC. Estamos falando de Simon Dark, o novo bem-feitor de Gotham City.
O anti-herói (mais adiante ficará claro o porquê do anti) não poderia se trajar melhor. Ele usa uma máscara que lembra Jason Vorhees e um suéter com listras vermelhas e pretas no melhor estilo Freddy Krueger, trajes esses que caem perfeitamente bem no ambiente que foi criado par seu desenvolvimento: uma vizinhança macabra e sombria, no melhor estilo terror que Gotham tem a oferecer.
Não se pode falar de Simon Dark sem falar de seu criador. Steve Niles, já na primeira edição, mostrou total controle sobre a obra, com um ambiente muito bem caracterizado, coadjuvantes interessantes e um protagonista misterioso, mas cheio de atitude. Já nas primeiras páginas, Niles nos motra do que ele é capaz. Uma seita macabra estava se desenrolando numa igreja demolida e todos os seus membros trajavam roupas e máscaras pretas. Com eles, havia uma vítima ainda viva, que serviria de sacrifício ao ídolo dessa seita, quando surge Simon Dark, que com um cordão de metal consegue estrangular e decapitar um dos membros encapuzados, além de espantar os restantes, que acabaram fugindo. A vítima, agora salva, pergunta o que pode fazer para agradecer. Simon pede comida, e o rapaz lhe dá todo o dinheiro que tem. Com essa simplicidade e cenas chocantes de ação e terror muito bem desenhadas por Scott Hampton, temos um personagem que promete muito, principalmente por ter seu próprio universo.
Simon Dark não está envolvido com mega sagas, nem outras revistas, muito menos está ligado ao Batman. Ele possui seus próprios coadjuvantes, compostos da enfermeira metida a detetive Beth Granger, do detetive da polícia responsável por aquele bairro, do dono de um mercadinho, de um pai e uma filha recém chegados em Gotham e de alguns milionários misteriosos. A enfermeira se interessou pelo nome Simon Dark, que ouviu numa música cantada por crianças, e fica embasbacada ao encontrar um corpo decapitado com o osso à mostra, mas sem parecer serrado; o policial investiga o caso; o dono do mercadinho vende coisas para Simon, mas sem nunca tê-lo visto; dos recém chegados, Simon pega um livro de Allan Poe, mas deixa 1 dólar como pagamento; os milionários misteriosos são os responsáveis pela seita.
Quase ao final da revista, somos finalmente apresentados ao protagonista. Ele não sabe quem é, de onde veio, ou por que está sozinho. Mas sabe que é Simon, e sua tarefa é a ter pacífica a vizinhança onde vive. E só isso basta para nos convencer de que Simon Dark é uma boa história de suspense e terror.
Para finalizar, a revista promete. Por ter apresetado um universo próprio (pelo menos por equanto) e um protagonista misterioso, mas objetivo, Niles começou muito bem seu novo projeto no Universo DC.
Nota: 8
Fonte: Universo DC Online
Postado por
FMORCELLI
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15:26
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